{"id":13374,"date":"2024-02-12T10:56:39","date_gmt":"2024-02-12T13:56:39","guid":{"rendered":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/?p=13374"},"modified":"2024-02-12T11:01:21","modified_gmt":"2024-02-12T14:01:21","slug":"julio-cezar-busato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/2024\/02\/12\/julio-cezar-busato\/","title":{"rendered":"J\u00falio C\u00e9zar Busato"},"content":{"rendered":"\n<p>J\u00falio C\u00e9zar Busato, nascido em Casca, Rio Grande do Sul, compartilha sua jornada de uma fam\u00edlia de agricultores em uma cidade de origem italiana. Na d\u00e9cada de 1970, aos 12 anos, J\u00falio viu a evolu\u00e7\u00e3o do plantio de soja no sul do Brasil. Na \u00e9poca, ele j\u00e1 ajudava na lavoura, capinando e colhendo soja.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cMeu bisav\u00f4, vindo do norte da It\u00e1lia, foi um dos fundadores dessa cidade agr\u00edcola de pequeno porte. Meu av\u00f4 e meu pai seguiram a tradi\u00e7\u00e3o, tornando-se agricultores. Cresci em uma fam\u00edlia de quatro irm\u00e3os, cultivando uma \u00e1rea de 86 hectares, considerados grandes na regi\u00e3o, onde a maioria possu\u00eda entre 6 e 12 hectares.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao finalizar a faculdade de agronomia em Passo Fundo-RS, a busca por oportunidades levou J\u00falio \u00e0 Bahia. A decis\u00e3o de migrar para a fronteira agr\u00edcola foi motivada pela necessidade de conseguir mais espa\u00e7o e terras mais acess\u00edveis. O neg\u00f3cio da fam\u00edlia j\u00e1 estava consolidado no Sul, com uma alta produtividade de gr\u00e3os de soja e milho, por\u00e9m n\u00e3o havia possibilidade de expandir ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1987, a fam\u00edlia, composta por Renate (esposa), C\u00e9zar (filho, na \u00e9poca com nove meses de idade), H\u00e9lio (pai), Ol\u00edvia (m\u00e3e) e os irm\u00e3os Roberto, Marcos e Andr\u00e9, mudou-se para o Oeste da Bahia. A chegada ao cerrado trouxe desafios significativos, pois foi arrendada uma fazenda pronta para o plantio, por\u00e9m, havia apenas uma estrada geral. N\u00e3o havia acesso a telefone, energia, escolas, hospitais e infraestrutura b\u00e1sica, e os vizinhos mais pr\u00f3ximos estavam a 30 km de dist\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cN\u00f3s and\u00e1vamos com um pacote de bolachas ou uma garrafa de \u00e1gua, e engra\u00e7ado que normalmente isso acontecia quando estava chovendo e voc\u00ea atolava. Ent\u00e3o, j\u00e1 sabia que teria que caminhar toda essa dist\u00e2ncia at\u00e9 um vizinho e torcer para que ele estivesse l\u00e1\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Ao enfrentar a empreitada de trazer a agricultura moderna para o Oeste da Bahia, J\u00falio percebeu que a falta de m\u00e3o de obra n\u00e3o era o problema central. O maior desafio estava na aus\u00eancia de tecnologia adaptada \u00e0 regi\u00e3o. Numa \u00e9poca em que as m\u00e1quinas agr\u00edcolas eram desconhecidas, o agr\u00f4nomo e sua equipe decidiram agir.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao longo do ano, houve a capacita\u00e7\u00e3o de profissionais baianos, preparando-os para operar as m\u00e1quinas agr\u00edcolas. Um epis\u00f3dio curioso revelou que alguns n\u00e3o sabiam ler, e ent\u00e3o come\u00e7ou uma jornada para alfabetizar parte da equipe. Essa equipe, formada por moradores locais, tornou-se a melhor que J\u00falio j\u00e1 teve, destacando-se pela dedica\u00e7\u00e3o e vontade de aprender.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1600\" height=\"900\" src=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-13376\" style=\"width:889px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-1.png 1600w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-1-300x169.png 300w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-1-1024x576.png 1024w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-1-768x432.png 768w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-1-1536x864.png 1536w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2024\/02\/image-1-600x338.png 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Para superar as limita\u00e7\u00f5es, a comunidade agr\u00edcola come\u00e7ou a se organizar. Reuni\u00f5es informais evolu\u00edram para eventos mais estruturados, com foco em compartilhar conhecimento sobre aduba\u00e7\u00e3o, micronutrientes e mais. Na d\u00e9cada de 1990, as associa\u00e7\u00f5es desempenharam um papel crucial no desenvolvimento agr\u00edcola. J\u00falio Busato, s\u00f3cio fundador da AIBA &#8211; Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia, foi parte integrante desse movimento. Essas associa\u00e7\u00f5es foram fundamentais para unir os produtores, promovendo a troca de informa\u00e7\u00f5es e facilitando o acesso \u00e0 tecnologia.<\/p>\n\n\n\n<p>A partir das associa\u00e7\u00f5es, houve uma melhoria na organiza\u00e7\u00e3o, permitindo maior acesso \u00e0 pesquisas e suporte t\u00e9cnico da Embrapa. Hoje, a Bahia \u00e9 uma l\u00edder incontest\u00e1vel na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. A regi\u00e3o, que inicialmente plantava 180 mil hectares de soja, agora alcan\u00e7ou a marca de 2.7 milh\u00f5es de hectares. A produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o n\u00e3o irrigado \u00e9 a maior do mundo, e a produtividade de soja e milho supera a m\u00e9dia nacional.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria da agricultura no Oeste da Bahia \u00e9 muitas vezes contada pelos vencedores, mas J\u00falio garante que o caminho para o sucesso foi \u00e1rduo e que nem todos conseguiram superar os desafios:<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cEu te diria assim que somente 20 a 25% conseguiram ficar. O preju\u00edzo que eles tiveram que assumir foi alto. Muitas fam\u00edlias venderam tudo o que tinham l\u00e1 no Rio Grande do Sul, vieram para c\u00e1 e hoje s\u00e3o grandes motoristas de caminh\u00e3o.\u201d<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Essa \u00e9 uma realidade muitas vezes ignorada: nem todos que se aventuraram na agricultura do Oeste da Bahia tiveram sucesso. A narrativa de triunfo n\u00e3o representa a experi\u00eancia de todos. A agricultura \u00e9 uma atividade repleta de riscos. A falta de chuvas, investimentos no momento errado e diversos fatores podem levar a anos dif\u00edceis e preju\u00edzos consider\u00e1veis que contrastam com as expectativas iniciais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00falio tamb\u00e9m compartilha insights sobre a comercializa\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. No in\u00edcio, com o foco na soja, a presen\u00e7a da Bunge (na \u00e9poca, se chamava Ceval) proporcionou liquidez para os produtores venderem sua produ\u00e7\u00e3o. A soja se consolidou como uma cultura-chave, desempenhando um papel central na cadeia alimentar global.<\/p>\n\n\n\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o do milho na regi\u00e3o foi liderada por pioneiros como J\u00falio Busato. Apesar dos mais c\u00e9ticos afirmavam que a Bahia n\u00e3o produziria milho, a perseveran\u00e7a e a corre\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas levaram a resultados significativos. A irriga\u00e7\u00e3o se tornou uma pe\u00e7a fundamental, aumentando a produ\u00e7\u00e3o e contribuindo para a diversifica\u00e7\u00e3o de culturas, como o feij\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>No ano de 1989, uma seca devastadora atingiu a regi\u00e3o, marcando um momento cr\u00edtico para J\u00falio Busato. Como agr\u00f4nomo, tratorista e at\u00e9 mesmo pragueiro (o contador de pragas), sua rotina intensa o mantinha na lavoura, observando diariamente o desenvolvimento das plantas.<\/p>\n\n\n\n<p>A seca, que persistiu por 45 dias, trouxe desespero e a sensa\u00e7\u00e3o de que toda a empreitada poderia ruir. J\u00falio, em um momento de incerteza, sugeriu \u00e0 sua esposa Renate que talvez fosse melhor retornar ao Sul. A resposta dela foi firme: &#8220;N\u00e3o, eu s\u00f3 vou para cima agora, voc\u00ea me trouxe at\u00e9 aqui.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar da devasta\u00e7\u00e3o inicial, a chuva eventualmente chegou, salvando o que ainda podia ser salvo. A resili\u00eancia da soja surpreendeu, permitindo que uma colheita modesta ocorresse. No entanto, n\u00e3o foi suficiente para cobrir todas as despesas, deixando uma conta pendente e um desafio para o pr\u00f3ximo ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o agricultor, a preocupa\u00e7\u00e3o constante era garantir que a pr\u00f3xima safra fosse plantada. Ele sabia que a continuidade na agricultura exigia perseveran\u00e7a e uma vis\u00e3o para o futuro. O ano seguinte foi agraciado com chuvas favor\u00e1veis, resultando em uma colheita abundante e a produ\u00e7\u00e3o de sementes. O otimismo e o trabalho \u00e1rduo prevaleceram sobre as adversidades.<\/p>\n\n\n\n<p>Havia uma dimens\u00e3o emocional envolvida nesses momentos dif\u00edceis. Noites sem dormir, olhando para o c\u00e9u, torcendo por chuva, e a constante incerteza que envolve a agricultura. O trabalho minucioso, a observa\u00e7\u00e3o di\u00e1ria, e a responsabilidade de liderar uma fam\u00edlia e uma fazenda exigiam mais do que conhecimento t\u00e9cnico; exigiam resili\u00eancia emocional.<\/p>\n\n\n\n<p>A f\u00e9 de J\u00falio era inabal\u00e1vel. Ele acreditava na chuva, n\u00e3o apenas como um fen\u00f4meno meteorol\u00f3gico, mas como uma necessidade vital para o sucesso de suas planta\u00e7\u00f5es. Essa cren\u00e7a era essencial, pois a esperan\u00e7a na chuva era tamb\u00e9m a esperan\u00e7a na sobreviv\u00eancia da fazenda.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao refletir sobre sua riqueza ao longo dos anos, o agr\u00f4nomo destaca que o verdadeiro tesouro reside nas pessoas que ele treinou e preparou para a agricultura. Come\u00e7ando com apenas seis pessoas, agora mais de mil fam\u00edlias fazem parte desse legado. Os gerentes de fazenda que ele formou s\u00e3o, para ele, uma fonte de orgulho, pois acreditaram nos bons e maus momentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das pessoas, J\u00falio enfatiza a import\u00e2ncia dos amigos e do conhecimento adquirido ao longo do caminho. O legado que ele est\u00e1 construindo, transferindo conhecimento para os filhos, que agora s\u00e3o agr\u00f4nomos, representa o valor mais significativo para ele.<\/p>\n\n\n\n<p>A Regi\u00e3o Oeste da Bahia, com suas duas esta\u00e7\u00f5es bem definidas, vasto potencial de irriga\u00e7\u00e3o, clima favor\u00e1vel e solo prop\u00edcio, \u00e9 uma d\u00e1diva. O entrevistado compara com outras partes do mundo, onde desafios como a neve, a falta de \u00e1gua ou o solo impr\u00f3prio para a agricultura s\u00e3o obst\u00e1culos constantes.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00falio C\u00e9zar Busato exerceu um papel fundamental no desenvolvimento da regi\u00e3o, tendo sido Presidente da Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia (AIBA) e da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira dos Produtores de Algod\u00e3o (ABRAPA). Hoje ele enxerga a uni\u00e3o entre agricultores como vital para superar desafios como a falta de profissionais qualificados e a melhoria da infraestrutura das estradas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A verdadeira riqueza est\u00e1 na transforma\u00e7\u00e3o das pessoas. Desde os primeiros agricultores at\u00e9 as gera\u00e7\u00f5es atuais, ele v\u00ea a forma\u00e7\u00e3o e o treinamento das pessoas como um legado valioso. J\u00falio atuou na prepara\u00e7\u00e3o de equipes e na transfer\u00eancia de conhecimento para as gera\u00e7\u00f5es futuras. A conversa termina com uma reflex\u00e3o profunda de J\u00falio sobre como a agricultura transforma n\u00e3o apenas a terra, mas as vidas e as hist\u00f3rias das pessoas que decidem cultivar a terra. Essa transforma\u00e7\u00e3o, diz ele, \u00e9 o verdadeiro significado de Busato na agricultura.<\/p>\n\n\n\n<p>A hist\u00f3ria de J\u00falio Busato \u00e9 uma prova da resili\u00eancia dos agricultores diante das adversidades. Do plantio em uma fazenda arrendada \u00e0 supera\u00e7\u00e3o das dificuldades iniciais, sua jornada ilustra o esp\u00edrito empreendedor que molda o setor agr\u00edcola. A Bahia se tornou o lar de uma nova etapa, onde a fam\u00edlia Busato transformou um cen\u00e1rio desafiador em uma hist\u00f3ria de sucesso na agricultura. \ud83d\ude9c\u2728<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/tag\/busato\/\" data-type=\"post_tag\" data-id=\"261\"><strong>Leia mais sobre a experi\u00eancia \u00fanica da fam\u00edlia na Regi\u00e3o Oeste da Bahia.<\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Engenheiro agr\u00f4nomo, agricultor, s\u00f3cio fundador da AIBA e ex-presidente da ABRAPA<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":13379,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[113,1],"tags":[217,164,114,209,261,253,264,123,121,260,193,262,190],"class_list":["post-13374","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevista","category-sin-categoria","tag-abrapa","tag-agricultura","tag-agronegocio","tag-aiba","tag-busato","tag-epopeiadoagro","tag-helio-busato","tag-oeste-da-bahia","tag-pioneirismo","tag-qualificacao-profissional","tag-rio-grande-do-sul","tag-soja-2","tag-sul"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13374","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13374"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13374\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13377,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13374\/revisions\/13377"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13379"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13374"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13374"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13374"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}