{"id":13006,"date":"2023-10-16T17:56:00","date_gmt":"2023-10-16T20:56:00","guid":{"rendered":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/?p=13006"},"modified":"2023-11-08T15:45:54","modified_gmt":"2023-11-08T18:45:54","slug":"carlos-barbosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/2023\/10\/16\/carlos-barbosa\/","title":{"rendered":"Carlos Barbosa"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"13006\" class=\"elementor elementor-13006\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-3556bc27 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default qodef-elementor-content-no\" data-id=\"3556bc27\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-188b1fc6\" data-id=\"188b1fc6\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-51737049 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"51737049\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.15.0 - 31-07-2023 *\/\n.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-stacked .elementor-drop-cap{background-color:#69727d;color:#fff}.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-framed .elementor-drop-cap{color:#69727d;border:3px solid;background-color:transparent}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap{margin-top:8px}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap-letter{width:1em;height:1em}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap{float:left;text-align:center;line-height:1;font-size:50px}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap-letter{display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Carlos Ernesto Barbosa, conhecido como Carlinhos Ga\u00facho, compartilhou a hist\u00f3ria da chegada de agricultores do Sul do Brasil ao Oeste da Bahia, enfatizando as circunst\u00e2ncias e os desafios enfrentados por sua fam\u00edlia e outros agricultores durante esse processo.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">No in\u00edcio dos anos 1970, a Cooperativa Cotrisel adquiriu terras no Oeste da Bahia, na \u00e1rea conhecida como &#8220;Baixio de Irec\u00ea&#8221;, com o objetivo de reassentar cerca de 650 fam\u00edlias que haviam sido deslocadas devido \u00e0 constru\u00e7\u00e3o da Usina Hidrel\u00e9trica Passo Real no Rio Jacu\u00ed, no Rio Grande do Sul. Carlinhos Ga\u00facho estava entre esses agricultores. A \u00e1rea adquirida pela cooperativa tinha cerca de 27 mil hectares, e em 1978, eles iniciaram os primeiros plantios de soja, milho, milheto e sorgo na regi\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Nesse momento, a falta de estradas diretas tornava a jornada at\u00e9 a regi\u00e3o desafiadora, com a BR-116 sendo o principal acesso, passando por Feira de Santana. Essa rota era fundamental para a chegada de pessoas e recursos \u00e0 regi\u00e3o. Carlinhos Ga\u00facho trouxe consigo maquinaria agr\u00edcola, incluindo colheitadeiras, e tamb\u00e9m trouxe conhecimentos t\u00e9cnicos que contribu\u00edram para a mecaniza\u00e7\u00e3o da agricultura na regi\u00e3o. A primeira colheitadeira que trouxe para a regi\u00e3o foi uma jornada \u00e9pica. Ele a transportou em uma carreta, uma viagem que durou 12 dias. Ao chegar na Bahia, ningu\u00e9m na regi\u00e3o conhecia a colheitadeira, e quando ele passava pelos postos policiais, todos queriam subir na m\u00e1quina para ver.&nbsp;<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">A coopera\u00e7\u00e3o com a prefeitura de Jussara, onde inicialmente os agricultores se estabeleceram, foi essencial. Eles forneciam a maquinaria, enquanto a prefeitura fornecia \u00f3leo e outros recursos para melhorar as estradas e a infraestrutura local. Mais tarde, \u00e0 medida que expandiram sua presen\u00e7a para a regi\u00e3o de Irec\u00ea, essa colabora\u00e7\u00e3o continuou a ser um fator importante no desenvolvimento da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">A primeira \u00e1rea de soja colhida foi de Osmar Felix Tarr\u00e3o, que posteriormente se tornou prefeito de Jussara. Enquanto a m\u00e9dia de produ\u00e7\u00e3o da soja no Sul do Brasil era de 45 sacas por hectare, Carlinhos conseguiu colher no Oeste da Bahia 51 sacas por hectare sem a aplica\u00e7\u00e3o de adubos ou outros insumos. A produ\u00e7\u00e3o de soja foi vendida para a empresa Primor, que tinha uma parte em Feira de Santana, Bahia, e outra parte em Recife, Pernambuco.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">No entanto, com o tempo, muitos agricultores se deslocaram para outras empresas, e a cooperativa passou por mudan\u00e7as, sendo vendida para a Copene e, posteriormente, para a Odebrecht. Isso resultou em alguns agricultores indo trabalhar em Entre Rios, na Bahia, enquanto outros permaneceram na regi\u00e3o do Oeste da Bahia. Hoje, restam cerca de 10 a 12 produtores na regi\u00e3o que iniciaram sua jornada junto com Carlinhos Ga\u00facho.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:image {\"align\":\"center\",\"width\":\"679px\",\"height\":\"auto\",\"aspectRatio\":\"1.7777777777777777\"} --><\/p>\n<figure><img decoding=\"async\" style=\"aspect-ratio: 1.7777777777777777; width: 679px; height: auto;\" src=\"https:\/\/lh6.googleusercontent.com\/8zf31t5C-lqkM1R6_Drn9zvnTtrlMP0HBBqe9MvsHJyggTuJe4GnanDFHXsDTsS4JZZ4wTfNypPCjOQGCFi2gq7sAq0pau7DOY8J2GgEK_KU-g5cmZ3H8JmY4Cj4zOoeDUfevKfNga6e5d0IHdTHTMA\" alt=\"\"><p><\/p>\n<p>&nbsp;<span style=\"color: #000000; font-size: 13px; font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\">Entrevista com Carlos Barbosa &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o: Epopeia do Agro, 2022<\/span><\/p>\n<\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">A migra\u00e7\u00e3o de agricultores do Sul do Brasil para regi\u00f5es como Irec\u00ea e o Oeste da Bahia na d\u00e9cada de 1970 e 1980 ocorreu por v\u00e1rios motivos. Primeiramente, a regi\u00e3o Sul estava se tornando mais densamente povoada, com terras agr\u00edcolas j\u00e1 ocupadas ou consolidadas. Isso for\u00e7ou muitos agricultores a buscar novas oportunidades em \u00e1reas mais extensas e f\u00e9rteis.<span style=\"color: var( --e-global-color-text ); font-family: var( --e-global-typography-text-font-family ), Sans-serif; font-weight: var( --e-global-typography-text-font-weight );\">&lt;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Al\u00e9m disso, houve um incentivo para o desenvolvimento da regi\u00e3o do cerrado por meio de projetos do governo e o crescente interesse de cooperativas e empresas agr\u00edcolas. Como mencionado em outras entrevistas, o Programa de Coopera\u00e7\u00e3o Nipo-Brasileiro para o Desenvolvimento Agr\u00edcola dos Cerrados (Prodecer) e o Plano de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD\/DF) desempenharam um papel significativo.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">A chegada dos agricultores sulistas marcou o in\u00edcio de uma nova fase na agricultura do Oeste da Bahia, uma fase de desafios superados com determina\u00e7\u00e3o, coopera\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o. A tradi\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de Carlinhos Ga\u00facho \u00e9 enraizada na hist\u00f3ria de sua fam\u00edlia. Tanto seu av\u00f4 quanto seu bisav\u00f4 eram agricultores, e essa tradi\u00e7\u00e3o foi transmitida de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. Carlinhos vem de uma grande fam\u00edlia composta por dez irm\u00e3os, seu pai, tamb\u00e9m agricultor, possu\u00eda cerca de 80 hectares de terra.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Na \u00e9poca, a fam\u00edlia possu\u00eda uma variedade de equipamentos agr\u00edcolas, incluindo colheitadeiras, tratores e caminh\u00f5es, o que lhes permitia realizar o plantio e a colheita em larga escala em curtos per\u00edodos de tempo. Durante a entrevista, Carlinhos compartilha informa\u00e7\u00f5es sobre sua fam\u00edlia e a diversidade de ascend\u00eancias presentes nela, incluindo italiana, alem\u00e3 e portuguesa. Ele menciona que alguns de seus irm\u00e3os permaneceram na regi\u00e3o do Sul do Brasil, enquanto outros se espalharam por diferentes localidades. Por exemplo, um de seus irm\u00e3os reside no Piau\u00ed, onde administra uma fazenda de caju e produ\u00e7\u00e3o de leite, entre outras atividades agr\u00edcolas. Outro irm\u00e3o trabalha como agr\u00f4nomo em uma fazenda no Mato Grosso. Al\u00e9m disso, um terceiro irm\u00e3o estava em Palmas, Tocantins, atuando na secretaria de agricultura da cidade.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Carlinhos Ga\u00facho e seus irm\u00e3os receberam forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica na \u00e1rea agr\u00edcola ao frequentar uma escola agr\u00edcola federal no Sul do Brasil. Essa forma\u00e7\u00e3o proporcionou oportunidades de trabalho para construir uma carreira dentro e fora da agricultura em diferentes regi\u00f5es do Brasil.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Gra\u00e7as a sua trajet\u00f3ria de vida, Carlinhos Ga\u00facho conseguiu formar sua fam\u00edlia, abrir uma churrascaria que opera h\u00e1 28 anos e ainda mant\u00e9m sua fazenda. Ele expressa sua satisfa\u00e7\u00e3o por ter seguido esse caminho, em compara\u00e7\u00e3o com a alternativa de permanecer na regi\u00e3o sul do Brasil, onde teriam sido apenas funcion\u00e1rios de uma empresa e n\u00e3o teriam as oportunidades que encontraram na nova regi\u00e3o. Ele tamb\u00e9m comenta sobre a valoriza\u00e7\u00e3o das terras na regi\u00e3o original e as dificuldades que enfrentariam l\u00e1, especialmente devido ao tamanho das propriedades e ao alto custo da terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Gostaria de conhecer mais hist\u00f3rias inspiradoras de agricultores que deixaram sua marca no Oeste da Bahia? N\u00e3o deixe de explorar outras entrevistas incr\u00edveis realizadas pela equipe Epopeia do Agro, onde agricultores do Sul do Brasil compartilham suas experi\u00eancias, desafios e sucessos ao migrar para novas regi\u00f5es.&nbsp;<a href=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/tag\/rio-grande-do-sul\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Clique aqui<\/a> para saber mais. <\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Carlinhos Ga\u00facho&#8221; compartilha sua vis\u00e3o empreendedora quando decidiu migrar do Sul<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":13007,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[113],"tags":[223,224,225,214,180,123,121,193,190],"class_list":["post-13006","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-entrevista","tag-cotrisel","tag-irece","tag-jussara","tag-lem","tag-luis-eduardo-magalhaes-2","tag-oeste-da-bahia","tag-pioneirismo","tag-rio-grande-do-sul","tag-sul"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13006","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13006"}],"version-history":[{"count":14,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13006\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13169,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13006\/revisions\/13169"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13007"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13006"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13006"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13006"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}