{"id":12701,"date":"2023-08-01T20:49:37","date_gmt":"2023-08-01T23:49:37","guid":{"rendered":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/?p=12701"},"modified":"2023-11-08T16:24:42","modified_gmt":"2023-11-08T19:24:42","slug":"celito-breda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/2023\/08\/01\/celito-breda\/","title":{"rendered":"Celito Breda"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"12701\" class=\"elementor elementor-12701\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-75cc446d elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default qodef-elementor-content-no\" data-id=\"75cc446d\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-12d9caf4\" data-id=\"12d9caf4\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-992e30a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"992e30a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.15.0 - 31-07-2023 *\/\n.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-stacked .elementor-drop-cap{background-color:#69727d;color:#fff}.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-framed .elementor-drop-cap{color:#69727d;border:3px solid;background-color:transparent}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap{margin-top:8px}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap-letter{width:1em;height:1em}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap{float:left;text-align:center;line-height:1;font-size:50px}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap-letter{display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Celito Breda, formado em Engenharia Agron\u00f4mica pela UPF de Passo Fundo &#8211; RS em 1988, \u00e9 um renomado profissional com ampla experi\u00eancia em Consultoria Agron\u00f4mica e pesquisas agr\u00edcolas desde 1992. Ele \u00e9 s\u00f3cio propriet\u00e1rio da C\u00edrculo Verde Assessoria Agron\u00f4mica &amp; Pesquisa, al\u00e9m de ser membro ativo em organiza\u00e7\u00f5es importantes do setor, como a CPM Agr\u00edcola, Abapa, GTMR e GBCA. Sua trajet\u00f3ria \u00e9 marcada por contribui\u00e7\u00f5es significativas para o desenvolvimento agr\u00edcola, especialmente na Bahia e no Piau\u00ed.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Em uma entrevista exclusiva, Celito Breda compartilha as suas experi\u00eancias sobre como a resili\u00eancia moldou sua trajet\u00f3ria e contribuiu para a forma\u00e7\u00e3o da Funda\u00e7\u00e3o Bahia, uma institui\u00e7\u00e3o que desafiou as expectativas. A resili\u00eancia \u00e9 um termo que permeia a jornada do agroneg\u00f3cio no Oeste da Bahia, sintetizando a persist\u00eancia incans\u00e1vel, as batalhas travadas, o suor derramado, os momentos de desist\u00eancia seguidos de retorno.&nbsp;<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Bahia \u00e9 um testemunho dessa resili\u00eancia, uma vez que superou tr\u00eas tentativas, onde as primeiras duas foram marcadas por desist\u00eancias, mas a terceira refletiu a determina\u00e7\u00e3o de seguir adiante. Celito Breda afirma que as parcerias e colabora\u00e7\u00f5es t\u00eam sido fundamentais na constru\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio agr\u00edcola atual. Enfrentando desafios clim\u00e1ticos, fitossanit\u00e1rios e log\u00edsticos, a pesquisa cient\u00edfica emergiu como uma ferramenta indispens\u00e1vel. A colabora\u00e7\u00e3o com a Embrapa e outras entidades possibilitou a adapta\u00e7\u00e3o das culturas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es locais, gerando colheitas mais robustas e sustent\u00e1veis.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da regi\u00e3o \u00e9 uma narrativa repleta de nuances, onde nem todos os esfor\u00e7os resultaram em vit\u00f3ria. Muitos acreditam que todos que chegaram \u00e0 regi\u00e3o tiveram sucesso, mas a realidade \u00e9 que a grande maioria enfrenta desafios. O agroneg\u00f3cio n\u00e3o \u00e9 uma jornada f\u00e1cil, e Celito destaca a import\u00e2ncia de compartilhar essas hist\u00f3rias para passar o legado aos mais jovens. Compreender o passado \u00e9 fundamental para construir um futuro, mesmo que as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es enfrentem desafios diferentes de hoje.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria de Celito Breda se entrela\u00e7a com o desenvolvimento do Oeste da Bahia. A primeira vez que ouviu falar da regi\u00e3o como uma nova fronteira agr\u00edcola foi em 1984, durante uma aula sobre solo em Passo Fundo (RS).<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>\u201c<em>Eu estava fazendo faculdade, s\u00f3 ouvia falar mal: &#8216;l\u00e1 \u00e9 pura areia, n\u00e3o chove direito, \u00e9 afastado de tudo&#8217; ou a &#8216;a log\u00edstica \u00e9 ruim, n\u00e3o tem porto, n\u00e3o tem nada&#8217;. A soja ia daqui para Bras\u00edlia, o adubo vinha de Bras\u00edlia para c\u00e1, imagina que n\u00e3o tinha nada. Ent\u00e3o, realmente era dif\u00edcil. Apesar da maioria desistir, vender as terras, teve alguns que foram resilientes e permaneceram por aqui. \u201d<\/em><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Mesmo diante de d\u00favidas e desconfian\u00e7as, ele vislumbrou a oportunidade e se aventurou em uma terra que desafiava as expectativas. A oportunidade surgiu quando estava estagiando em Marechal Rondon (PR) conhecendo novas pr\u00e1ticas de cultivo, um dos fazendeiros o convidou para visitar a Bahia. Durante 3 anos ele trabalhou em fazendas da regi\u00e3o, adquirindo experi\u00eancia. Ele descobriu que poderia aplicar a t\u00e9cnica de plantio direto para transformar os solos do Cerrado em campos produtivos. Celito recebeu apoio dos agr\u00f4nomos que j\u00e1 estavam instalados no Oeste da Bahia, como <a href=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/2023\/03\/10\/antonio-guadagnin\/\"><strong>Ant\u00f4nio Guadagnin<\/strong><\/a>, anteriormente entrevistado pela equipe Epopeia do Agro.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A busca por conhecimento e inova\u00e7\u00e3o o levou a colaborar com a Embrapa Cerrados e a Funda\u00e7\u00e3o Bahia. A pesquisa regional se tornou fundamental para enfrentar adversidades recorrentes e melhorar a resist\u00eancia das culturas aos desafios locais. Em 1992, em parceria com Roque Freitas, fundou a C\u00edrculo Verde, primeira empresa de consultoria agron\u00f4mica na regi\u00e3o. A empresa introduziu um modelo inovador baseado na rela\u00e7\u00e3o direta com o produtor e no foco na alta produtividade<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A busca por adapta\u00e7\u00f5es \u00e0s condi\u00e7\u00f5es \u00fanicas do Oeste da Bahia, surgiram desafios na escolha das variedades de culturas. Quando Celito Breda chegou \u00e0 regi\u00e3o, a soja cristalina, desenvolvida por Francisco Terasawa (oriundo de Ponta Grossa\/PR), se destacava, mas enfrentou um rev\u00e9s devastador em 1996 devido \u00e0 sensibilidade ao cancro da haste, doen\u00e7a que atingiu as planta\u00e7\u00f5es de soja. Esse obst\u00e1culo impulsionou parcerias estrat\u00e9gicas com a Funda\u00e7\u00e3o Mato Grosso e a Embrapa, resultando no desenvolvimento de variedades de soja resistentes, restabelecendo colheitas abundantes.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica das culturas no Oeste da Bahia foi not\u00e1vel. Desde a introdu\u00e7\u00e3o da soja americana at\u00e9 a atualidade, um foco na pesquisa permitiu a adapta\u00e7\u00e3o de variedades com ciclos mais curtos e resist\u00eancia a doen\u00e7as espec\u00edficas. A cristalina, por exemplo, desempenhou um papel pioneiro e, apesar dos desafios enfrentados, levou ao desenvolvimento de variedades mais eficazes.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A diversifica\u00e7\u00e3o das culturas tamb\u00e9m foi fundamental. A C\u00edrculo Verde introduziu a colheita mecanizada do algod\u00e3o, agregando novas oportunidades para a regi\u00e3o que antes realizava apenas a colheita manual. Al\u00e9m disso, o caf\u00e9 e o feij\u00e3o de corda encontraram um nicho no mercado local, enriquecendo a variedade agr\u00edcola no Nordeste.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Celito Breda tamb\u00e9m explorou uma abordagem sustent\u00e1vel, implementando o plantio direto com palhada como uma tecnologia-chave. Esta pr\u00e1tica n\u00e3o s\u00f3 melhora a sa\u00fade do solo, mas tamb\u00e9m se integra \u00e0 pecu\u00e1ria, refletindo um modelo hol\u00edstico de desenvolvimento agr\u00edcola.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:image {\"align\":\"center\",\"id\":12702,\"width\":714,\"height\":401} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12702\" style=\"width: 714px; height: 401px;\" src=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image.jpeg\" alt=\"\" width=\"714\" height=\"401\" srcset=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image.jpeg 1600w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-300x169.jpeg 300w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-768x432.jpeg 768w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1536x864.jpeg 1536w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-600x338.jpeg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 714px) 100vw, 714px\" \/><p><\/p>\n<figcaption class=\"wp-element-caption\">Celito Breda durante a entrevista em sua fazenda &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o: Epopeia do Agro<\/figcaption>\n<\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>O esp\u00edrito empreendedor de Celito se manifestou na funda\u00e7\u00e3o de tr\u00eas empresas: a C\u00edrculo Verde, pioneira na consultoria agron\u00f4mica, a CPM Agr\u00edcola para o plantio e pesquisa no Piau\u00ed e a C\u00edrculo Verde Pesquisa, que se dedica \u00e0 inova\u00e7\u00e3o. Ao abranger pesquisa, consultoria e produ\u00e7\u00e3o, esse conjunto de empresas reflete o compromisso cont\u00ednuo com a excel\u00eancia e o desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A abordagem te\u00f3rica e pr\u00e1tica foi um desafio significativo para Celito Breda ao iniciar sua jornada no Oeste da Bahia. A desconfian\u00e7a e as advert\u00eancias sobre a viabilidade da agricultura na regi\u00e3o fizeram com que ele hesitasse inicialmente. Um relat\u00f3rio emitido em 1983 pelo Prodecer 1 e pela antiga Ipaba, respaldado pela Embrapa, afirmou que a cultura em escala comercial de soja, milho e algod\u00e3o n\u00e3o seria vi\u00e1vel devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es arenosas, baixa mat\u00e9ria org\u00e2nica no solo e chuvas irregulares, levantando preocupa\u00e7\u00f5es sobre a desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>No entanto, um grupo de agricultores, liderado por Ant\u00f4nio Guadagnin, decidiu enfrentar esse desafio e convencer o Banco do Brasil a continuar financiando a regi\u00e3o. Isso levou a um compromisso em provar a viabilidade da agricultura no Oeste da Bahia, mesmo diante das adversidades. A determina\u00e7\u00e3o desse grupo desmentiu as previs\u00f5es iniciais. A regi\u00e3o alcan\u00e7ou as melhores m\u00e9dias de produtividade de soja no Brasil e a melhor m\u00e9dia mundial de algod\u00e3o de sequeiro, destacando-se n\u00e3o apenas em quantidade, mas tamb\u00e9m em qualidade.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>No que diz respeito \u00e0 qualidade, a luminosidade na regi\u00e3o impulsionou o teor de prote\u00edna na soja, tornando-a superior a outras regi\u00f5es do cerrado, bem como a Estados Unidos e Argentina. No caso do algod\u00e3o, os solos arenosos e a aus\u00eancia de chuvas durante a colheita contribu\u00edram para aumentar a qualidade da fibra. A resili\u00eancia e a capacidade de contornar obst\u00e1culos, como a falta de perfil de solo e o manejo de palhada, foram fundamentais para o sucesso alcan\u00e7ado.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Ao longo dos anos, Celito Breda e outros pioneiros adaptaram t\u00e9cnicas de regi\u00f5es semelhantes, como o Mato Grosso, ao contexto espec\u00edfico do Oeste da Bahia. Essa troca de conhecimento entre diferentes regi\u00f5es fortaleceu a base de conhecimento local e permitiu a cria\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos e pr\u00e1ticas adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es \u00fanicas da regi\u00e3o. Hoje, o Oeste da Bahia \u00e9 reconhecido como um exemplo de resili\u00eancia, inova\u00e7\u00e3o e supera\u00e7\u00e3o de desafios na agricultura.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>O entrevistado relembra como nos anos 1980 e 1990, a obten\u00e7\u00e3o de insumos para desenvolver as culturas foi um desafio significativo. Na \u00e9poca, a depend\u00eancia de fertilizantes e defensivos importados era menor do que atualmente, visto que o agroneg\u00f3cio brasileiro cresceu consideravelmente desde ent\u00e3o. Fertilizantes vinham de longe, principalmente do Sul e Sudeste do Brasil, resultando em altos custos log\u00edsticos e qualidade inadequada para a regi\u00e3o do Oeste da Bahia. Isso mudou ao longo do tempo, com a evolu\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas agr\u00edcolas mais adaptadas ao cerrado e a cria\u00e7\u00e3o de fertilizantes espec\u00edficos para a regi\u00e3o, reduzindo a depend\u00eancia das importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, o Brasil ainda enfrenta desafios na produ\u00e7\u00e3o de insumos agr\u00edcolas, como fertilizantes, defensivos e sementes, muitos dos quais s\u00e3o importados. A falta de investimento em ind\u00fastrias locais de fertilizantes resultou em depend\u00eancia externa, afetando a autonomia do pa\u00eds no setor. No entanto, a produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis, como \u00f3leo diesel, \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o, uma vez que o Brasil \u00e9 autossuficiente nessa \u00e1rea.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>A regi\u00e3o do Oeste da Bahia, onde Celito Breda atuou, passou por uma revolu\u00e7\u00e3o agr\u00edcola enfrentando essas dificuldades. Inova\u00e7\u00f5es e investimentos ao longo dos anos permitiram a adapta\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas de cultivo e a cria\u00e7\u00e3o de insumos mais adequados \u00e0 regi\u00e3o, resultando em melhores produtividades e qualidade das colheitas. A busca por maior autonomia na produ\u00e7\u00e3o de insumos ainda \u00e9 um objetivo, especialmente em rela\u00e7\u00e3o a fertilizantes, defensivos e sementes. O avan\u00e7o nesse sentido exigiria investimentos significativos e a incorpora\u00e7\u00e3o de novas tecnologias, mas o potencial para expans\u00e3o da agricultura na regi\u00e3o, tanto em \u00e1rea de plantio quanto em produtividade, \u00e9 promissor, desde que seja feito de maneira sustent\u00e1vel e respons\u00e1vel, considerando a disponibilidade de \u00e1gua e energia.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Os programas Prodecer 1 e Prodecer 2 tiveram um papel fundamental no avan\u00e7o da regi\u00e3o do Oeste da Bahia e na expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o. O Prodecer incentivou produtores do Sul a migrarem para a regi\u00e3o do cerrado, financiando a compra de \u00e1reas, m\u00e1quinas e infraestrutura, impulsionando o desenvolvimento agr\u00edcola. A parceria entre a Embrapa Cerrados e as cooperativas locais, como a Cooproeste, foi crucial para esse avan\u00e7o, promovendo investimentos significativos e treinamento de m\u00e3o de obra.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>No in\u00edcio, a m\u00e3o de obra foi importada do Sul do pa\u00eds, mas logo as associa\u00e7\u00f5es e sindicatos locais promoveram a capacita\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra regional. Treinamentos coordenados por entidades como Aiba (Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia), Abapa (Associa\u00e7\u00e3o Baiana dos Produtores de Algod\u00e3o), sindicatos e a Funda\u00e7\u00e3o Bahia permitiram que os trabalhadores locais adquirissem habilidades necess\u00e1rias para operar as m\u00e1quinas agr\u00edcolas de maneira eficiente. A regi\u00e3o investiu fortemente em capacita\u00e7\u00e3o, resultando em um grande n\u00famero de operadores de m\u00e1quinas, t\u00e9cnicos e agr\u00f4nomos locais altamente qualificados.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Esse investimento em capacita\u00e7\u00e3o foi um dos pilares do sucesso agr\u00edcola da regi\u00e3o, permitindo uma gest\u00e3o eficaz das opera\u00e7\u00f5es dentro e fora das fazendas. A colabora\u00e7\u00e3o entre as entidades locais e as empresas do setor contribuiu para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do Oeste da Bahia. As funda\u00e7\u00f5es, como Abapa e Aiba, coordenam esfor\u00e7os para impulsionar pesquisa, capacita\u00e7\u00e3o e pol\u00edticas institucionais, fundamentais para superar desafios e promover o crescimento agr\u00edcola. A colabora\u00e7\u00e3o com o setor privado \u00e9 essencial para organizar recursos, incentivar investimentos e influenciar pol\u00edticas governamentais. Al\u00e9m disso, essas funda\u00e7\u00f5es desempenham um papel decisivo na resolu\u00e7\u00e3o de quest\u00f5es como doen\u00e7as de plantas, pragas e no desenvolvimento de variedades adaptadas, bem como na qualifica\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra local.&nbsp;<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Apesar desses avan\u00e7os na infraestrutura, Celito comenta que ainda persistem alguns desafios como a depend\u00eancia de insumos importados, log\u00edstica e a burocracia envolvida nas negocia\u00e7\u00f5es. O desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es para esses problemas \u00e9 fundamental para garantir o crescimento sustent\u00e1vel da regi\u00e3o e aproveitar ao m\u00e1ximo seu potencial agr\u00edcola.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Celito Breda reflete sobre seu envolvimento no desenvolvimento da regi\u00e3o e a import\u00e2ncia da resili\u00eancia diante dos desafios enfrentados ao longo do tempo. Ele compartilha sua paix\u00e3o pela regi\u00e3o e suas perspectivas de crescimento:<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p><em>&#8220;Em 15 anos, acredito que o PIB de 30-40 bilh\u00f5es aumentar\u00e1 para mais de 100 bilh\u00f5es. A regi\u00e3o, que hoje gera 50 mil empregos, tem potencial para expandir para at\u00e9 500 mil empregos, incluindo na agroind\u00fastria e na pecu\u00e1ria.&#8221;&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:image {\"align\":\"center\",\"id\":12703,\"width\":614,\"height\":345} --><\/p>\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-12703\" style=\"width: 614px; height: 345px;\" src=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.jpeg\" alt=\"\" width=\"614\" height=\"345\" srcset=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1.jpeg 1600w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1-300x169.jpeg 300w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1-768x432.jpeg 768w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1-1536x864.jpeg 1536w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/08\/image-1-600x338.jpeg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 614px) 100vw, 614px\" \/><p><\/p>\n<figcaption class=\"wp-element-caption\">Celito Breda durante a entrevista em sua fazenda &#8211; Reprodu\u00e7\u00e3o: Epopeia do Agro<\/figcaption>\n<\/figure>\n<p><!-- \/wp:image --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m enfatiza a import\u00e2ncia da inova\u00e7\u00e3o e da industrializa\u00e7\u00e3o para o crescimento, citando a tentativa de trazer a agroind\u00fastria para a regi\u00e3o. Ele encoraja a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o a ser resiliente, como os imigrantes do passado, e ressalta a colabora\u00e7\u00e3o como essencial para o sucesso. Conclui compartilhando exemplos de outros l\u00edderes regionais e seu otimismo no potencial de crescimento da regi\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Celito Breda aconselha a pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o a equilibrar o conhecimento tradicional da agricultura com as inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, mantendo um compromisso com a coletividade. Ele destaca a import\u00e2ncia de contribuir para institui\u00e7\u00f5es cooperativas e trabalhar para o bem comum, al\u00e9m de ressaltar a necessidade de combinar o conhecimento pr\u00e1tico da agricultura com habilidades tecnol\u00f3gicas. Ele enfatiza que o sucesso regional depende tanto do progresso agron\u00f4mico quanto da participa\u00e7\u00e3o institucional e pesquisa.&nbsp;<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Durante a entrevista, Celito tamb\u00e9m comenta sobre adapta\u00e7\u00e3o de cultura entre os moradores locais e os imigrantes. Foi necess\u00e1rio cortar o cord\u00e3o umbilical com as pr\u00e1ticas anteriores e buscar novos recursos e conhecimentos, especialmente em \u00e1reas como agricultura 4.0. Ele relata sua pr\u00f3pria jornada de aprendizado ao adaptar pr\u00e1ticas agr\u00edcolas do Sul ao contexto do Oeste da Bahia e destaca a import\u00e2ncia cont\u00ednua da presen\u00e7a humana na agricultura. O entrevistado compartilha uma experi\u00eancia pessoal em busca de conhecimento sobre cultivo de algod\u00e3o e a supera\u00e7\u00e3o de desafios para beneficiar a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\n<p><!-- wp:paragraph --><\/p>\n<p>Hoje, o legado de Celito Breda ecoa na regi\u00e3o do Oeste da Bahia. Sua jornada de resili\u00eancia, parceria e inova\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas inspirou o desenvolvimento agr\u00edcola, mas tamb\u00e9m influenciou a forma\u00e7\u00e3o de uma comunidade pronta para enfrentar os desafios do futuro.<\/p>\n<p><!-- \/wp:paragraph --><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Engenheiro, s\u00f3cio propriet\u00e1rio da C\u00edrculo Verde, membro da CPM Agr\u00edcola, Abapa, GTMR\u00a0<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":12705,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[117,113],"tags":[142,134,146,176,152,121,196,193,190],"class_list":["post-12701","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-produtores","category-entrevista","tag-migracao","tag-oeste-da-bahia-2","tag-agronomia-2","tag-candido-rondon","tag-parana","tag-pioneirismo","tag-prodecer","tag-rio-grande-do-sul","tag-sul"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12701","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12701"}],"version-history":[{"count":22,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12701\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13202,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12701\/revisions\/13202"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12705"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12701"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12701"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12701"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}