{"id":11133,"date":"2023-03-06T10:01:56","date_gmt":"2023-03-06T13:01:56","guid":{"rendered":"http:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/?p=11133"},"modified":"2023-08-16T23:03:15","modified_gmt":"2023-08-17T02:03:15","slug":"hilario-kappes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/2023\/03\/06\/hilario-kappes\/","title":{"rendered":"Hil\u00e1rio Kappes"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"11133\" class=\"elementor elementor-11133\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-19ff7f72 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default qodef-elementor-content-no\" data-id=\"19ff7f72\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-73d040fd\" data-id=\"73d040fd\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-56eaa794 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"56eaa794\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t<style>\/*! elementor - v3.15.0 - 31-07-2023 *\/\n.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-stacked .elementor-drop-cap{background-color:#69727d;color:#fff}.elementor-widget-text-editor.elementor-drop-cap-view-framed .elementor-drop-cap{color:#69727d;border:3px solid;background-color:transparent}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap{margin-top:8px}.elementor-widget-text-editor:not(.elementor-drop-cap-view-default) .elementor-drop-cap-letter{width:1em;height:1em}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap{float:left;text-align:center;line-height:1;font-size:50px}.elementor-widget-text-editor .elementor-drop-cap-letter{display:inline-block}<\/style>\t\t\t\t<!-- wp:quote -->\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Entrevista sobre a rede de familiares e amigos que migraram da regi\u00e3o sul para o cerrado<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><\/blockquote>\n<!-- \/wp:quote -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Em entrevista para a equipe Epopeia do Agro, Hil\u00e1rio Kappes fala sobre o seu trabalho como agr\u00f4nomo em Bras\u00edlia, o processo de migra\u00e7\u00e3o para o oeste da Bahia e os desafios que encontrou para permanecer empreendendo na regi\u00e3o. Neste post mostramos a entrevista exclusiva no qual o agr\u00f4nomo conta sobre a rede de amigos e familiares vindos da regi\u00e3o sul para habitar o cerrado baiano.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Hil\u00e1rio Kappes e Ant\u00f4nio Guadagnin trabalharam em uma grande cooperativa \u00e0 beira do lago de Itaipu no Paran\u00e1, entre as cidades de Gu\u00edra, Marechal C\u00e2ndido Rondon e Santa Helena.\u00a0 Nos anos 1970, quando foram iniciadas as obras da barragem de Itaipu, todas as terras do entorno precisaram ser desapropriadas pelo governo federal. Foi ent\u00e3o que come\u00e7ou o processo de migra\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias produtoras na regi\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:image {\"align\":\"center\",\"id\":11136,\"width\":574,\"height\":330,\"sizeSlug\":\"full\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11136\" src=\"http:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/itaipu_1974.jpg\" alt=\"\" width=\"574\" height=\"330\" srcset=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/itaipu_1974.jpg 469w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/itaipu_1974-300x173.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 574px) 100vw, 574px\" \/>\n<figcaption class=\"wp-element-caption\">Inicio das obras em Itaipu em 1974 &#8211; Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o Itaipu Binacional<\/figcaption>\n<\/figure>\n<!-- \/wp:image -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Na \u00e9poca, Luis Vicente Gertz &#8211; colega que trabalhou na cooperativa &#8211; contou que havia em Bras\u00edlia terras com valor baixo e incentivos para plantio com recursos financiados pelo banco. Os agr\u00f4nomos sulistas, entusiasmados com a not\u00edcia, marcaram uma entrevista com o Secret\u00e1rio da Agricultura:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:quote -->\n<blockquote class=\"wp-block-quote\"><!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Voc\u00eas vieram a calhar aqui. Tem uma regi\u00e3o aqui, na sa\u00edda para Una\u00ed, que \u00e9 um chapad\u00e3o, n\u00e3o se planta nada, n\u00e3o se cria nada. Em Bras\u00edlia importa quase tudo, a comida de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph --><cite><p style=\"text-align: justify; color: black;\">Pedro do Carmo Dantas<\/p><\/cite><\/blockquote>\n<!-- \/wp:quote -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Depois dessa conversa, Gertz come\u00e7ou a desenvolver um projeto de assentamento baseado na experi\u00eancia de trabalho na cooperativa, estimava-se que \u201cBras\u00edlia tinha dez vezes mais terras do que l\u00e1 no Paran\u00e1 \u2013 que eram 25 hectares cada \u00e1rea\u201d. Este passou a ser o Programa de Assentamento Dirigido do Distrito Federal (PAD\/DF) vinculado ao Centro de Pesquisa Agropecu\u00e1ria dos Cerrados (CPAC) em Planaltina. Nesse per\u00edodo Hil\u00e1rio Kappes foi assessor do Secret\u00e1rio da Agricultura no Distrito Federal.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">No in\u00edcio do programa foi dif\u00edcil encontrar interessados em se mudar para uma regi\u00e3o desconhecida. O Governo Federal atrav\u00e9s da Terracap, fazia um contrato de arrendamento para o agricultor, com prazo de 15 anos, renov\u00e1vel por mais 15. Os contratos valem como escritura para hipotecar no Banco. Nesse per\u00edodo, Hil\u00e1rio trabalhou assessorando estes agricultores na manuten\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas agr\u00edcolas, enquanto Ant\u00f4nio trabalhava na EMATER. Os amigos nunca deixaram de lado o sonho de empreender o seu pr\u00f3prio neg\u00f3cio:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\"><em>\u201cN\u00f3s sempre est\u00e1vamos procurando terras baratas, porque t\u00ednhamos pouco dinheiro. A\u00ed ele tinha um corcel 1, e n\u00f3s procuramos pelo Norte de Minas. N\u00e3o sei se o Ant\u00f4nio (Guadagnin) j\u00e1 falou isso. Antes de vim pra c\u00e1 [Barreiras-BA], n\u00f3s fomos para Montes Claros, Janu\u00e1ria, Montalv\u00e2nia, at\u00e9 aqui Cocos, procurando terra barata e cerrado, porque nossa atividade l\u00e1 em Bras\u00edlia era sobre cerrado.\u201d\u00a0<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Essa busca levou os agr\u00f4nomos para a regi\u00e3o de Barreiras, na Bahia, h\u00e1 mais de 400 quil\u00f4metros de Bras\u00edlia. Hil\u00e1rio e Ant\u00f4nio enxergaram um potencial empreendimento, assim que chegaram decidiram investir comprando terras para agricultura. Pedro Guedes foi o principal respons\u00e1vel por fornecer as linhas de cr\u00e9dito no Banco do Brasil, apoiando o desenvolvimento da regi\u00e3o.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Ser pioneiro na regi\u00e3o significa desbravar uma regi\u00e3o at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida pelos sulistas. Hil\u00e1rio precisou trazer toda a maquinaria das terras do pai em Marechal C\u00e2ndido Rondon (PR) em viagens que duraram mais de tr\u00eas dias. Ainda n\u00e3o havia estradas para passagem de carretas, principalmente no trecho de serra na cidade de S\u00e3o Desid\u00e9rio (BA), onde costumavam ficar presas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:image {\"align\":\"center\",\"id\":11140,\"width\":590,\"height\":371,\"sizeSlug\":\"large\",\"linkDestination\":\"none\"} -->\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-11140\" src=\"http:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/saodesiderio1920-1024x644.png\" alt=\"\" width=\"590\" height=\"371\" srcset=\"https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/saodesiderio1920-1024x644.png 1024w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/saodesiderio1920-300x189.png 300w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/saodesiderio1920-768x483.png 768w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/saodesiderio1920-600x377.png 600w, https:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/wp-content\/uploads\/2023\/03\/saodesiderio1920.png 1101w\" sizes=\"auto, (max-width: 590px) 100vw, 590px\" \/>\n<figcaption class=\"wp-element-caption\">S\u00e3o Desid\u00e9rio, na Bahia, no s\u00e9culo 20 \u2014 Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o\/IBGE<\/figcaption>\n<\/figure>\n<!-- \/wp:image -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\"><em>Abri com machado 11 km pra chegar na minha fazenda para poder levar as m\u00e1quinas pra dentro. A\u00ed, eu trouxe quatro meninos do Paran\u00e1 (tratoristas) pra trabalhar; eu prometi sal\u00e1rio bom pra eles, e 100 hectares de terra pra cada um, se eles ficassem uns tr\u00eas, quatro anos comigo. S\u00f3 ficou um, os outros foram embora. Desistiram.\u00a0<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\"><em>Quando eu cheguei na fazenda; eu montei uma barraca de lona; fiz umas camas de t\u00e1buas; eu trouxe t\u00e1buas do Paran\u00e1; s\u00f3 com colch\u00e3o em cima, pra n\u00e3o ficar no ch\u00e3o; eu fiquei l\u00e1, a semana toda l\u00e1 junto; eu n\u00e3o tinha emprego, a minha mulher desempregada, eu desempregado; abandonei tudo!<\/em>\u00a0\u00a0\u00a0<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">O agricultor enfrentou uma seca logo no primeiro ano de plantio, n\u00e3o havia calc\u00e1rio, os fertilizantes precisam vir de longe, trazidos por seu irm\u00e3o de Uberl\u00e2ndia (MG).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\"><em>\u201cFoi tudo uma epopeia. S\u00f3 que no primeiro ano eu n\u00e3o colhi porque a chuva acabou no fim de fevereiro; s\u00f3 choveu em outubro, depois, de novo.<\/em> \u201d\u00a0<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Para recuperar essa perda, Pedro Guedes recomendou o Programa de Garantia da Atividade Agropecu\u00e1ria (Proagro) criado pelo Governo Federal em 1973. O PROAGO cobriu uma pequena parte do custeio agr\u00edcola, mas o restante precisava ser financiado por recursos pr\u00f3prios dos produtores rurais. Nessa \u00e9poca as pesquisas sobre a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no cerrado eram espor\u00e1dicas, realizadas por institutos agron\u00f4micos de outras regi\u00f5es do Brasil: Campinas (SP), Lavras (MG), Vi\u00e7osa (MG) e Porto Alegre (RS). Somente muitos anos depois as pesquisas foram centralizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (EMBRAPA).<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">A falta de apoio dos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos s\u00f3 aumentou o risco dos produtores pioneiros. Entre tentativas de erros e acertos, Hil\u00e1rio conseguiu se recuperar no ano seguinte colhendo 5 mil sacos de arroz. Os produtores compartilhavam suas experi\u00eancias nos encontros entre amigos, criando uma rede de apoio que se estendeu por anos e facilitou a ida de outras fam\u00edlias para regi\u00e3o:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\"><em>\u201cAonde t\u00e1 o Hil\u00e1rio? Ah, eles est\u00e3o l\u00e1 em Bras\u00edlia-DF, v\u00e3o l\u00e1\u201d.\u00a0 O pessoal vinha \u00e0 Bras\u00edlia. Chegando em Bras\u00edlia-DF, n\u00e3o tinha mais lote para distribuir: \u201cOnde \u00e9 que est\u00e1 o Hil\u00e1rio e o Ant\u00f4nio? Ah, eles est\u00e3o na Bahia. Ent\u00e3o, vamos pra Bahia!\u201d. Eles vinham com dinheiro, da indeniza\u00e7\u00e3o de Itaipu; foi transferido muito dinheiro pra c\u00e1; outras pessoas tamb\u00e9m venderam as terras l\u00e1, houve uma s\u00e9rie de coisas [&#8230;]\u201d<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Em 1979, as primeiras escrituras de terras compradas no oeste da Bahia ainda eram registros paroquiais vindos de Olinda-PE. Hil\u00e1rio conta que descobriu que se tratava de terras doadas para fam\u00edlias ricas estabelecerem grandes fazendas. Foi dif\u00edcil fazer a transforma\u00e7\u00e3o da medi\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica de \u201cmil r\u00e9is de terra\u201d para hectares porque n\u00e3o havia uma rela\u00e7\u00e3o direta entre a dimens\u00e3o e o valor das terras, tratava-se de uma negocia\u00e7\u00e3o entre as partes envolvidas.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\"><em>Era uma coisa esquisita. Por exemplo, eu falava com uma pessoa l\u00e1, ela tinha mil r\u00e9is de terra, a\u00ed eu media, ou ele media 10.000 hectares; media topograficamente; ia no cart\u00f3rio de registro civil de hipotecas, e transformava automaticamente os mil r\u00e9is em 10.000 hectares de terra, ou em 1.000 hectares de terra. As medidas eram negociadas de acordo com o valor da escritura.<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\"><em>\u201cAs \u00e1reas eram definidas; algumas, outra n\u00e3o, porque o cerrado, na verdade, eles davam valor s\u00f3 pra \u00e1reas perto do c\u00f3rrego; o cerrado mesmo, eles n\u00e3o ligavam; podia ir cercando que ningu\u00e9m brigava, ningu\u00e9m dizia nada.\u201d<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Apesar dos desafios encontrados, Hil\u00e1rio declara que se sentiu realizado com as suas conquistas nestas terras distantes: <em>\u201cSe eu morrer hoje, eu morro feliz da vida! Deus me deu muito mais do que eu pedi!\u201d<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">No final da entrevista, conclui relembrando sua trajet\u00f3ria de vida, as raz\u00f5es que o levaram para o cerrado baiano desde muito jovem:<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\"><em>Olha como \u00e9 que \u00e9 a hist\u00f3ria da onde veio a minha loucura pelo cerrado. Quando eu ainda estava na Faculdade, na d\u00e9cada de 60 a 70, o Pastor Norberto Schwanke, em Tenente Portela-RS, no Rio Grande do Sul, levou muitos agricultores para fundar duas cidades: Canarana e Barra do Gar\u00e7as no Mato Grosso. A\u00ed, eu me empolguei com esse neg\u00f3cio, de cerrado.\u00a0<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\"><em>Meu pai tinha 25 hectares de terra, l\u00e1 no Rio Grande do Sul, na \u00e9poca, e sete filhos. Qual \u00e9 meu futuro? Depois, ele vendeu l\u00e1, foi pro Paran\u00e1, j\u00e1 aumentou a \u00e1rea, n\u00e9?! Porque comprou terra de mata, mais barata. A\u00ed, eu fui estudar; da\u00ed, pensei, eu vou pro cerrado, porque l\u00e1 as terras eram muito caras, no Rio Grande Sul. Eu nunca vou ter terra com sal\u00e1rio. Meu sonho era o seguinte: ser agr\u00f4nomo e ter 200 hectares de terra.\u201d<\/em><\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\n\n<!-- wp:paragraph -->\n<p style=\"text-align: justify; color: black;\">Agora que voc\u00ea j\u00e1 conhece a hist\u00f3ria da chegada do agr\u00f4nomo Hil\u00e1rio Kappes no oeste da Bahia, confira os detalhes da entrevista com <a href=\"http:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/2022\/07\/04\/antonio-guadagnin\/\" data-type=\"URL\" data-id=\"http:\/\/epopeiadoagro.com.br\/epopeia\/index.php\/2022\/07\/04\/antonio-guadagnin\/\">Ant\u00f4nio Guadagnin<\/a> neste post preparado pela equipe Epopeia do Agro.<\/p>\n<!-- \/wp:paragraph -->\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entrevista sobre a rede de familiares e amigos que migraram da regi\u00e3o sul para o cerrado Em entrevista para a equipe Epopeia do Agro, Hil\u00e1rio Kappes fala sobre o seu trabalho como agr\u00f4nomo em Bras\u00edlia, o processo de migra\u00e7\u00e3o para o oeste da Bahia e os desafios que encontrou para permanecer empreendendo na regi\u00e3o. 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